Uma escolha pelo sonho e não pela ilusão 3ª parte
Trazer a vida para o trabalho, para que o trabalho tenha mais vida.
Passar horas na empresa e abrir mão dos amigos. Não desfrutar de ver os primeiros passos do filho. Acordar no trabalho e dormir no trabalho. As mentes mais originais do mundo são mentes oxigenadas. Mentes oxigenadas pelo prazer de viver a vida em momentos singulares como dançar, fazer um esporte, ir ao parque, pegar um cinema, tirar férias, fazer uma viagem. Ter um tempo para o ócio. Isso alimenta nosso espírito e nossa criatividade. Um estudo de desempenho em negócios, realizado pela respeitada Wilson Leaning Company, descobriu que 39% da variabilidade no desempenho corporativo são atribuíveis à satisfação pessoal da equipe. E de forma surpreendente a espiritualidade foi colocada a frente de outros tantos fatores, como o mais importante para felicidade pessoal. Poder compartilhar com transparência e respeito à vida conjugal, ter abertura para dialogar sobre conflitos familiares, falar da sua religião, dos seus sonhos, trazer todo seu ser para o trabalho.
Na empresa do passado o importante era baixar a cabeça e trabalhar feito burro de carga. Felizmente ou infelizmente, isto está cada vez menos em voga, vai morrer. Fazer e fazer, com certeza é mais difícil que sentir e sentir. O mundo moderno empresarial já está exigindo que aprendamos a ser maduros o suficiente para ouvir, ser sensível para que só se houver espaço quando alguém desabafa conosco botemos nossa colher, não comentemos para os outros do que nos foi relatado na intimidade e, principalmente, entender que a empresa não deseja mais os dinheiristas, aqueles que estão ali apenas para cumprir horário.
O relatório "Corporate social financial performance" examinou estudos sobre os últimos 30 anos e verificaram que existia uma íntima ligação entre práticas de negócios socialmente responsáveis e desempenho. As empresas que investiam em práticas socialmente responsáveis tinham um desempenho maior das que não praticavam.
Nesse exato momento, tanto empresas como profissionais estão assimilando esses novos valores. Para alguns seres, particularmente as mulheres, são questões culturalmente mais fáceis de serem entendidas. As mulheres fazem exatamente o que a administração do passado condenava – trazer a casa para dentro do trabalho e levar o trabalho para dentro de casa ou ainda melhor, amizade e negócios não estão à parte. Em 2012 terão empresas extremamente afinadas as novas preposições e a desonra e o repúdio dos consumidores vividos pela Nike anos atrás pelas condições de trabalhos da fábrica e pelos salários de escravo pagos a trabalhadores do outro lado do mundo que acarretaram uma queda de 27% em seus lucros, esse deslize definirá o seu próprio fim. O relatório TREND verificou que 75% dos consumidores pesquisados trocariam de marcar, para marcas relacionadas a uma boa causa.
É fundamental que pensemos nossas carreiras com paixão e espiritualidade. Será extremamente difícil ou impossível que em 2012 as empresas aceitem profissionais infelizes. O gênio infeliz é destrutivo, a genialidade está na alegria. Por exemplo, não ter vergonha que você ganha suas noites fazendo um curso de teatro e isso é um compromisso tão sério quanto trabalhar. Essa humanização é que transforma empresas pragmáticas em empresas lúdicas. A inovação é um fruto que dá nas árvores que tem prazer. A natureza, toda a natureza, não trabalha pelo fim, mas por princípios – o principio de compartilhar o que tem de melhor, para que o melhor seja cada vez mais abundante.